Rio Vermelho: um arrabalde esportivo nas terras de Salvador

23/11/2009

Por:

Coriolano P. da Rocha Junior

Neste blog tenho abordado a história do esporte em Salvador e suas práticas iniciais. No post de hoje, falo de um bairro que por ser afastado da parte central da cidade, eram os bondes o melhor meio de se chegar até ele e mesmo assim com dificuldades e também, esta mesma localidade durante muito tempo foi um bairro de veraneio, com suas praias até então límpidas e tranqüilas. Na atualidade este bairro se caracteriza como o local da vida noturna soteropolitana, abrigando de intelectuais a artistas de diferentes áreas. Entretanto, entre fins do séc. XIX e início do século XX este mesmo local foi o cenário adotado pela cidade para suas experiências com a prática esportiva, este bairro é o Rio Vermelho.

Várias foram às modalidades esportivas que tiveram o Rio Vermelho como sede de suas práticas e foram vários os trechos do bairro que tiveram em suas terras o esporte. Dentre estes, podemos falar do críquete, do turfe, do futebol e do tênis.

Um dos locais do Rio Vermelho escolhidos para o esporte foi a Fonte do Boi e por lá se praticou o críquete, esporte trazido para terras baianas pelos ingleses, logo praticado pelos baianos, todavia, não foi um esporte que experimentou sucesso durante muito tempo.

Outra prática esportiva importante nessa época foi o turfe e também este aconteceu no Rio Vermelho, que teve um hipódromo e “onde hoje é o Parque Cruz Aguiar existia o Hipódromo e havia corrida de cavalos… o Hipódromo ficava atrás do atual Teatro Maria Bethânia, aí até onde é hoje a Av. Juracy Magalhães Neto…”[1]. O turfe no Rio Vermelho viveu períodos de grande sucesso, atraindo grande interesse da população para as suas corridas. Acontece que o hipódromo não serviu apenas ao turfe, já que também se praticou o futebol no mesmo espaço.

Muito se fala que o primeiro local escolhido para a prática do futebol em Salvador foi o Campo da Pólvora, onde o futebol não se demorou muito por diversas razões e além do mais, logo o poder público impediu que neste espaço se jogasse o futebol. Desta forma, com o impedimento do Campo da Pólvora passou a ser necessária a constituição de outro espaço para a prática do futebol e é aí que surge o bairro do Rio Vermelho e logo “cuidou-se dos preparativos para que naquele arrabalde fosse realizados campeo-natos (sic) que antes, nos outros locais, ainda não eram realizados (LEAL, 2002, p. 182)”.

Hipódromo do Rio Vermelho.

Fonte: LOPES. Licídio. O Rio Vermelho e suas tradições: memórias de Licídio Lopes. Salvador: FUNCEB, 1984.

 No Rio Vermelho o futebol foi praticado nos mesmos espaços onde havia se dado o turfe, ou seja, ainda não possuía um espaço especifico se valendo da adaptação de outros para acontecer, o que denota sua característica de esporte ainda em fase de organização na cidade de Salvador, mas mesmo assim, experimentou tempos gloriosos, pois “o campo oficial de futebol era aqui no Rio Vermelho, a Liga Bahiana de Desportos Terrestres, e os campeonatos eram disputados aqui. Nessa época, no dia do jogo, o bairro se enchia de gente, os torcedores. Os clubes campeões daquele tempo eram o Ipiranga e o Botafogo…”.[2] 

            Desta forma e sob esta condição, o futebol segue sendo no Rio Vermelho até que veio “uma crise inevitável do foot-ball, crise esta que só pôde ser attribuída aos meios defficientes de conducção para o Rio Vermelho, que motivaram aos poucos, o empalidecimento da estrella do foot-ball (GAMA, 1923, p. 320)”. Reforçando o que pareceu ser o pior problema do futebol no Rio Vermelho, Leal (2002) demonstra que “a cidade se espalhava, havia necessidade de se construir um campo de foot-ball mais próximo do centro para satisfazer a todos os soteropolitanos, já que o esporte bretão tinha crescido acentuadamente e os bondes chegavam ao Rio Vermelho lotados (p. 185).” Mesmo com a mudança do futebol para outro espaço, o Rio Vermelho continuou a ser importante para este esporte, pois, vários clubes passaram ou tiveram sede no bairro e destes, destacamos o Botafogo (1914) e o Ipiranga (1906) que usavam campos no Rio Vermelho.

Fonte: Revista Artes e Artistas: sports, theatro, humorismo e cinema, Ano IV, n. 150, Seção Sportivas, p. 150.

Outro esporte que foi praticado no bairro foi o tênis. Em 1923 foi fundado o Rio Vermelho de Tênis, também no hoje denominado Parque Cruz Aguiar, no mesmo espaço onde existira o hipódromo e o campo de futebol, contando também este clube com atividades de ginástica.

Vários outros foram os clubes existentes no Rio Vermelho ao longo dos tempos, várias ainda foram às modalidades praticadas, todavia, ao mesmo tempo em que o bairro perdeu seus ares de arrabalde, aproximando-se da cidade, o esporte foi também se distanciando, assumindo o bairro outra feição, a da agitação noturna.

 

Referências:

GAMA, M. Como os “sports” se iniciaram e progrediram na Bahia. In: Diário oficial do Estado da Bahia, Edição Especial do Centenário. Salvador: s.e, 1923.

LEAL, G. da C. Perfis urbanos da Bahia: os bondes, a demolição da Sé, o futebol e os gallegos. Salvador: Gráfica Santa Helena, 2002.

 

 


[1] Depoimento de Bel. Tarquínio Gonzaga no livro Rio Vermelho: projeto histórico dos bairros de Salvador. Salvador: FUNCEB, 1988.

 


[2] Depoimento da Prof. Stella Calmo Teixeira no livro Rio Vermelho: projeto histórico dos bairros de Salvador. Salvador: FUNCEB, 1988.


Um segundo tempo do esporte em Salvador

09/09/2009

Por Coriolano P. da Rocha Junior

Como dito no post do dia 22/06/09, entre fins do séc. XIX e início do séc. XX o esporte ainda se mostrava timidamente em Salvador, sendo até então uma prática social limitada e restrita a parte da população. O esporte era visto com ares de diversão, uma diversão ainda estranha a maior parte dos soteropolitanos que por vezes provocava estranhamentos e mesmo rejeição. Se neste mesmo post comentamos que este foi o primeiro tempo deste jogo, o do esporte em Salvador, é a partir daqui que começamos o segundo tempo, o tempo da efetivação desta prática nesta mesma cidade.

A partir da década de dez do século XX a cidade de Salvador começa a experimentar um conjunto maior de mudanças e isto não por acaso, pois estas mudanças coincidem com a implantação na cidade de um projeto de modernidade. Nesta época e sob influência direta do que se deu no Rio de Janeiro, em Salvador durante o governo estadual de J.J. Seabra (José Joaquim SEABRA, governou a Bahia entre 1912-1916 e também entre 1920-1924) se empreendeu um conjunto de ações que visaram remodelar seu espaço urbano e ainda adequar seus habitantes as novas exigências de comportamentos e posturas da modernidade, tentando levar para Salvador todo um propósito de instalar o novo e assim superar o declínio que era experimentado pela cidade.

Como uma forma de executar este projeto de “modernização” se viu a abertura e o alargamento de novas avenidas e a construção de novos edifícios, mas também a derrubada das chamadas “velhas” construções, algumas de grande valor. Mas modernizar uma cidade não se prendia apenas a questão da estrutura urbana, também hábitos e comportamentos deveriam ser mudados e modernizados, ajustando-se as novas “exigências” desta que se pretendia uma nova cidade e aí, o esporte ganha força. É a partir desta fase e acompanhando as propostas de “reformas” que se vê iniciar em Salvador aquilo que chamamos de campo esportivo.

Nos esportes se observa que a partir desta época começa a existir uma cobertura mais intensa dos jornais e revistas que já não se limitavam a dar notas soltas e sim tentavam descrever e caracterizar os esportes e seus praticantes, reconhecendo pessoas que a ele se dedicavam mesmo que sob a denominação de amadores. Nos jornais os jogos passam a ser noticiados com seus resultados e com comentários, contando a cidade com “jornalistas especializados” que inclusive fundaram uma associação de cronistas esportivos. Também se percebe a preocupação com a construção de espaços específicos para os esportes, espaços que permitissem uma maior qualidade na prática pensando não apenas naqueles que eram os seus praticantes, mas também na plateia

Um fator representativo da importância que o esporte começa a ter, é que um outro marco da instalação da modernidade em Salvador, o cinema, passa a exibir produções que envolviam esportes, entre eles o boxe e o futebol. Chama atenção esta chamada para uma exibição cinematográfica de futebol que aparece na revista Artes e Artistas[1] (Ano II, N. 51, 1921):

Cariocas versus Bahianos. Nestes dias continuação e final do Grande Film, único documento animado dos grandes Matchs disputados entre “America Foot-Ball Club” e os Clubs patrícios: Botafogo, Bahiano de Tênnis, Athletico, Ypiranga, Victoria e Combinado Bahiano. Desde a chegada da valorosa Embaixada Carioca, ás manifestações e o embarque. Os sensacionaes encontros com os Clubs “Botafogo-Bahiano de Tennis”, dia 22 e as valorosas pugnas de 25, 27, 29 e 02 de outubro. Aspectos dos assistentes. Os minuciosos particulares do jogo. Interessantíssimos momentos de peleja. Palpitantes scenas. As magistraes defezas dos Keepers Bahianos e Cariocas. A Empresa Cinematographica Neila Film sente-se orgulhosa em poder apresentar quasi que imediatamente a reproducção fiel deste sensacionaes acontecimentos.

Neste período começamos a ver os jornais noticiando esportes que não apenas o futebol. Por esta época já se falava de boxe, remo, turfe, automobilismo, ciclismo, atletismo, tênis e mais, já se discutia o esporte para mulheres e as matérias procuravam tratar do esporte fora de Salvador e mesmo fora do país.

Outro fato característico da afirmação do campo esportivo e do envolvimento dos esportes com a cidade é a possibilidade de já se perceber a existência de ídolos esportivos, fato visto através de notícias que exaltavam suas capacidades e habilidades e a forma como eram queridos pelos envolvidos com o esporte. Também já eram feitas associações da imagem destes aos mais diferentes produtos na forma de propagandas e mais, destaca-se também a presença cada vez maior das pessoas nos espetáculos esportivos, como visto na mesma Revista Artes e Artistas (ano II, n. 45, 1923)

Como era esperado, realizou-se no dia 29 p.p. no campo da Graça o sensacional encontro entre os fortes conjunctos do Ypiranga e Bahiano de Tênnis. Ás 13horas já as archibancadas e toda a volta do campo estavam repletos; tal era a anciedade, com que o povo esperava este valioso embate.

Conjuntamente a isto há uma crescente necessidade de regulação dos esportes, fato que leva a criação de entidades. Sobre isto, Geraldo da C. Leal comenta que “No dia 14 de setembro de 1913, foi fundada a Liga Baiana de Desportos Terrestres, e o campeonato prosseguiu com a presença de novos teams…” (2002, p.184).

Outros fatores são importantes para a afirmação do esporte em Salvador. Dentre eles vemos: a preocupação com a performance a partir da exigência de treinamentos e competições regulares; a construção de espaços próprios para cada prática e o envolvimento da população como um todo e não apenas da elite político-econômica nas práticas esportivas.

Desta forma, podemos perceber que em Salvador os esportes vão de uma prática corporal associada ao divertimento, ocupação do ócio da elite local a uma prática que se sistematiza e ganha repercussão. Neste mesmo sentido Salvador caminha de uma cidade “pequena”, cheia de problemas para uma cidade que quer modernizar-se, civilizar-se e para isto busca se modificar e incorporar em seu cotidiano as práticas modernas, dentre elas as corporais e especificamente os esportes. Enfim, foram estes os tempos iniciais do esporte em Salvador e daí por diante é outra história a ser narrada.

 


[1] Primeiro chamava-se: Artes e Artistas: theatro, humorismo e cinematographo (1920-1922). Depois em 1923 vai se chamar: Artes e Artistas: sports, theatro, humorismo e cinema.


PRÁTICAS INICIAIS DO ESPORTE EM SALVADOR: PRIMEIRO TEMPO

21/06/2009

          Entre fins do século XIX e início do XX, o esporte chega à cidade de Salvador (Bahia) levado por pessoas que aportavam nas suas terras vindas diretamente da Europa (europeus ou brasileiros que lá passaram temporadas). Em ambos os casos estas pessoas compunham a chamada elite político-econômica soteropolitana. É assim que Salvador passa a conhecer uma prática tipicamente “moderna”, o esporte. O desejo era de que a cidade e suas pessoas vivenciassem uma nova experiência sócio-cultural que se consolidava na Europa. Isto, num período em que Salvador mantinha características sociais e urbanas que a tornavam diferente de outras cidades que já viviam uma modernização, sejam elas europeias ou brasileiras. Salvador era uma cidade com pequena aspiração industrial, com uma economia assentada na produção agrícola e com grande dependência do mercado externo (RISÉRIO, 2004). Por todas estas condições é que a efetivação do esporte como hábito e modo de vida em Salvador ganha especificidades que lhe definiam limites e perspectivas.

          Nestes tempos e sob estas condições são criados os primeiros clubes em Salvador e a partir disto são também conhecidas as primeiras modalidades esportivas, sempre sob larga influência europeia. O primeiro clube que se tem notícia é o Vitória, clube que ainda existe e tem grande importância para a cidade. Inicialmente chamado de Club de Cricket Victoria e fundado em 1899 pelos irmãos Artur e Artêmio Valente no retorno destes a Salvador após temporada na Europa. Em 1901 o clube passa a se chamar Sport Club Victoria, começando a praticar o futebol no ano seguinte.

          Falando sobre os esportes e a chegada do futebol em Salvador, Geraldo da Costa Leal num livro de memórias sobre a cidade (2002, p. 180) diz o seguinte:

Na Bahia, os rapazes desejavam particar aquela modalidade de esportes, quando chegou à cidade do Salvador, o estudante José Fereira, de alcunha Zuza, que tinha concluído seu curso na Inglaterra e viria para empregar-se no Bank of London, nesta capital. Sabia ele que em Salvador os esportes existentes eramo criket, no Campo Grande, praticado pelos ingleses e as corridas de cavalo no Ground do Rio Vermelho e da Boa Viagem.

          Vemos então que em Salvador a prática esportiva se inicia por esportes como o criquete, abrindo espaços para a posterior chegada e permanência de outros esportes como o futebol e o remo. Para a prática destes esportes na cidade, existiam os campos de futebol e os hipódromos (às vezes juntos), bem como as praças e outros espaços públicos que eram utilizados para o que ainda era comumente chamado de “diversões” modernas. Exemplo disto é esta matéria do Correio do Brasil de 24 de dezembro de 1903 “Realisa-se na próxima sexta-feira mais uma interessante partida de Foot-Ball ao Rio Vermelho, Praça Colombo, dedicada aos bebes em recreio.”

          Nestes tempos iniciais estas novas práticas não deixavam de causar estranheza, gerando por vezes insatisfação contra o que era até então uma novidade, o esporte. Matérias como esta do Jornal A Bahia de 17 de fevereiro de 1902 ilustram isso:

…Muito obsequiarão o abaixo assignado e prestarão um relevante serviço á causa das creanças e ao socego dos Paes, se, pelo seu muito lido jornal se dignarem chamar muito seriamente attenção de quem competir para que sejam prohibidas as bicycletas em rodas de Monumento e coretos ao Campo Grande, afim de não repetir-se a infelicidade por que hontem passei de ver meu filho pela terceira vez atropelado por bicycleta…

          Também o mesmo Geraldo da Costa Leal (2002, p. 181) fala sobre esta resistência ao esporte:

Quantas vezes a cavalaria perseguiu empinadores de arraias, acabou babas em todos os locais, em todas as ruas e em todos os tempos. Como uma confirmação, que seriam muitas se fôssemos anotar. O Diário de Notícias, em 11 de junho de 1907, fazia uma denúncia contra “o foot-ball (futebol) de garotos no Largo de São Bento, que reúnem-se todos os dias naquele largo. É uma turma de desocupados jogando foot-balll, quebrando vidraças, vidros de lampiões públicos, incomodando o transito…”.

           Apesar destas demonstrações de possíveis resistências a iniciante prática esportiva, ao mesmo tempo os jornais estampavam notas sobre jogos e sobre a fundação e mesmo de reuniões de clubes na cidade, como estas do Correio do Brasil de 11 e de 30 de setembro, ambas de 1903.

correu brilhante e animadamente a correcta diversão deste tão bemquisto divertimento que entre nós tanto acolhimento tem adquirido. Ao signal dado, os clubes Victória e São Paulo Bahia principaram os renhidos ataques, tendo sempre, no primeiro tempo, o São Paulo Bahia se defendido heroicamente, no segundo tempo, porem, os lutadores do Victoria conseguiram fazer dos pontos, sendo vivamente aclamados…

O sr. Annibal Petersen, 1º.secretário do “Sport Club Baiano”, teve a delicadeza de nos participar a fundação dessa associação, que se dedica ás modernas diversões do “cricket” e do “foot-ball”, em substituição ao antigo “Sport Club Rio Vermelho”, que foi extincto.

          É possível ver que neste período o esporte é ainda tratado como uma prática simples, restrita a grupos que buscavam divertimentos e formas de se ocupar e fazer passar seu tempo. Exemplo disto é esta nota do Correio do Brasil de 01 de setembro de 1903:

Um grupo de distinctos moços, academicos de medicina, que formam a colonia paulista nesta capital, desde julho organisados com o título de Sport-Club-S. Paulo Bahia, realizou, no domingo ultimo, uma partida deste symphatico divertimento, á praça. Cons. Almeida Couto.

          Com tudo isto é possível compreender que entre fins do século XIX e a primeira década do século XX o esporte ainda aparecia de forma embrionária na cidade, sem caracterizar a constituição de um espaço social próprio, tendo uma pequena circulação entre as pessoas da cidade, sendo mais uma prática restrita a elite político-econômica da cidade de Salvador. Enfim, o esporte nesta fase se mostrava uma experiência social tímida e pequena, não representando mudanças significativas nos hábitos e modos de vida da população. Mudanças maiores só serão vistas a partir da década de dez do século XX, mais ainda a partir da década de vinte. Acontece que aí já são outros tempos, outra história a ser narrada mais a frente. Vem aí o segundo tempo desta história.

            Mais informações em:

GAMA, M. Como os “sports” se iniciaram e progrediram na Bahia. In: Diário oficial do Estado da Bahia, Edição Especial do Centenário. Salvador: s.e, 1923.

LEAL, Geraldo da Costa. Perfis urbanos da Bahia: os bondes, a demolição da Sé, o futebol e os gallegos. Salvador: Gráfica Santa Helena, 2002.

RISÉRIO, Antonio. Uma história da cidade da Bahia. 2ªed. RJ: Versal, 2004.