Os clubes esportivos de Belo Horizonte – parte 2

Por André Schetino

Diversão longe da praia

Finalizamos hoje nossa conversa sobre os clubes esportivos de Belo Horizonte, tratando de outras importantes agremiações. Se vimos o nascimento e domínio do Minas Tênis Clube no cenário esportivo da cidade, devemos também destacar um momento onde os clubes esportivos e de lazer experimentaram seus anos dourados. A partir dos anos iniciais da década de 1940 vimos surgir e multiplicar inúmeras associações esportivas e recreativas ligadas a diversas entidades. Grupos de empresários, empresas públicas e privadas inauguraram suas sedes sociais na capital.
Em 1940 surge o Olympico Club, o segundo clube social de Belo Horizonte, com a criação de sua primeira quadra na casa da família Magalhães Pinto, cujo governador do estado também deu nome ao estádio do Mineirão, em 1965. Dois anos mais tarde, o Iate Clube Belo Horizonte, obra que integrou o complexo da Pampulha, de Oscar Niemeyer. O clube se destaca pela cultura dos esportes náuticos na cidade, que se constituíam como símbolo da modernidade e do status da elite mineira.

Praticante de esqui aquático na Lagoa da Pampulha (ano desconhecido). Fonte: http://www.iatebh.com.br/

Pouco mais tarde, o Barroca Tenis Clube, de 1957, é mais um clube que participa da consolidação da cultura esportiva de Belo Horizonte. Esses clubes também participaram do cenário esportivo da cidade, especialmente através do esporte amador, como o  basquete, o voleibol, o tênis, a natação e o futsal. Mas destaco aqui outro aspecto. Os clubes foram um lugar privilegiado para vivência do lazer. Os clubes realizavam – e ainda realizam – bailes de carnaval, colônias de férias, gincanas, torneios, serestas, atividades que proporcionam o encontro e a convivência entre seus associados. Em Belo Horizonte, esses eventos e a vida nos clubes eram potencializados em uma cidade que não possui um grande espaço público de convívio como a praia. Durante o ano com frequência regular nas atividades promovidas, e especialmente no verão, os clubes da cidade ficam superlotados de pessoas buscando diversão.

Sede do Barroca Tênis Clube (ano desconhecido). Fonte: http://www.barrocanet.com/site/institucional-2/

Piscinas lotadas no Pampulha Iate Clube (ano desconhecido). Fonte: http://www.iatebh.com.br/

Predomina hoje em dia a percepção de que os clubes têm perdido frequentadores e passado por dificuldades em sua sobrevivência, devido as modificações noe stilo de vida nas cidades e dificuldades financeiras. A despeito disso, clubes como o Olympico, o Iate, o Barroca e muitos outros sobrevivem como espaços legítimos de lazer para os belo horizontinos.

Contato: andreschetino@pop.com.br

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