“Golpe de Estádio” (1999: Espanha, Colômbia e Itália)


“-Prohibir el fútbol…

“- Tan imposible como prohibir la guerra”.

 

O diálogo acima apresenta um dos vários dilemas e/ou questões apresentadas nessa boa
comédia de produção internacional. Em um pequeno vilarejo, na Colômbia,
guerrilha e forças estatais se enfrentam, num conflito que envolve, ademais,
interesses capitalistas americanos (exploração de petróleo) e de negociadores
de armas. Nesse cenário, uma ação dos “subversivos” derruba uma torre de
prospecção e, mais grave, a única antena de televisão disponível do lado
oficial. Isso em meio às eliminatórias da copa de 1994, nos EUA. Como a antena
do lado sublevado também acaba sendo destruída, cria-se um grandioso
problema…

O jogo imperdível seria o enfrentamento com a poderosa Argentina, o que de fato
sucedeu em 5 de setembro de 1993. Estava em jogo a participação na Copa. A Colômbia tinhaa vantagem de ter vencido o primeiro embate, por 2 X 1.  Agora a peleja seria em Buenos Aires.

Não há guerra que resista a isso.

Depois de escaramuças e confusões os dois lados acabam concordando com um hilário
armistício. Os fiadores do cessar fogo são o padre da região e o, digamos,
responsável pelo entretenimento local, um show itinerante denominado “Las
chicas Titanic”…

Ah sim, temos inclusive a participação de observadores internacionais. Uma bela repórter
italiana e o vendedor de armas, jocosamente nomeado de Klaus Mauser. Tudo é
feito no campinho de futebol próximo ao quartel. Entregues as armas, todos se
dirigem à Igreja para assistir ao jogo. Este começa com uma desastrosa entrevista
de Maradona.  O ilustre bolero dos pampas afirma,
categoricamente, que,

“historicamente…
conquistamos [esto] historicamente (…) a Argentina arriba, Colombia
abajo…”, ao que um soldado retruca algo como:

“ Ahh  (..) ahora es un historiador…  argentino malparido..!” 

Vamos combinar…. só isso já valia o ingresso, ou o preço do DVD, ainda mais se
lembrarmo-nos do resultado (e qual Colombiano ou BRASILEIRO não se lembra?).

A par da diversão, e o filme é divertido, alguns pontos são bons para se pensar. É interessante notar que ambas as chefias
não querem a trégua, rendendo-se a ideia apenas com a pressão de seus
comandados, os quais, nesse ponto, voltam a irmanar-se.  Os dois comandos, aliás,
chegam a proibir que suas tropas assistam ao futebol, daí a epígrafe
inicial;  mas não tem jeito, têm que se
adequar a aspiração de seus “subordinados”.
A patrulha local, então, faz até greve para ter seus “direitos”
atendidos:

La policía unida, jamás será vencida!!!”.

Por
essas e por outras, se puderem, não percam… Golpe de Estadio.

Ah, é claro, a Colômbia meteu 5 a zero na Argentina, no hay como olvidarnos.

Quem quiser ver o chocolate é só acessar:

http://www.youtube.com/watch?v=1gopxCnXBvs

Ficha técnica:

Fonte: http://www.zinema.com/pelicula/1999/golpedee.htm

Consultado em 19 de agosto de 2011.

Golpe de estadio

Año1999 País España-Colombia-Italia

Estreno 13-08-99 Género Comedia Duración105 original Golpe de estadio Dirección Sergio Cabrera  Intérpretes Emma Suárez
(María)Nicolás Montero (Carlos)Raúl Sénder (Jose Josu)
  César Mora
(Sargento García)
  Andrea Giordana (Mauser)   GuiónClaude Pimont   Ben OdellFotografíaGiovanni Mammolotti
Música Germán Arrieta Montaje Fernando Pardo

Sinopsis A corta distancia de Buenavista, un pequeño pueblo situado al sudeste de
Colombia, la guerrilla y el ejército mantienen continuos enfrentamientos hasta
que en una de las refriegas toda la zona queda sin cobertura de televisión. En
plena preselección para el Campeonato Mundial de Fútbol, la necesidad de seguir
por televisión los partidos de la selección colombiana no sólo provocará una
tregua, sino que hermanará a guerrilleros y soldados en un único objetivo
común.
    

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