Peregrinações em bicicleta – um pouco de história, um pouco de cinema

Por André Schetino

Olá amigos

Escrevo esse post durante as férias. Acabo de chegar a Paraty de bicicleta, vindo de Ouro Preto, ao longo de alguns dias de pedaladas pela Estrada Real. Ainda inspirado pela viagem, resolvi trazer nesse post alguns exemplos de viagens e peregrinações de bicicleta ao longo da história.

A Estrada Real foi o caminho brasileiro percorrido por nosso ouro até Portugal. Hoje transformada em roteiro turístico, o percurso bem difundido por viajantes de bicicleta, contando inclusive com guias específicos para percorrer o caminho sobre duas rodas. O cicloturismo é uma atividade muito popular na Europa, e vem ganhando adeptos no Brasil. Contudo, as viagens e peregrinações em bicicletas são encontradas desde pouco depois de sua invenção, no ano de 1862.

Mas a bicicleta é muito utilizada no Brasil de diversas maneiras. Em uma reportagem sobre a inauguração de Brasília, a Revista Alterosa clicou um ciclista que saiu do Rio Grande d o Sul e foi até a recém inaugurada capital nacional.

Fonte: Revista Alterosa, nº 330, junho de 1960, página 70.

Outro exemplo atual sobre grandes peregrinações em bicicletas foi a Bicicletada Nacional realizada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio +20. Ciclistas saíram de diversas cidades do Brasil e se encontraram no Rio de Janeiro para reinvindicar políticas de mobilidade urbana que diminuam a dependência dos automóveis e incentivem o uso da bicicleta como meio de transporte.

Para terminar, um exemplo diferente de mobilidade em bicicletas, desta vez vindo do cinema. Trata-se do belíssimo filme “O Caminho das Nuvens”, do ano de 2003. Wagner Moura interpreta um pai de família cujo sonho é conseguir um emprego com salário de R$1000 para sustentar sua família. Para isso viaja com todos de bicicleta, do sertão nordestino rumo ao Rio de Janeiro. Baseado numa história real, o filme mostra de forma bela – e dura – a vida de um migrante, baseada em sonho, esperança e fé. Pra quem ainda não assistiu ou memso pra quem já conhece o filme, vale acompanhar sob a ótica da bicicleta como elemento da cultura.  Deixo vocês com o trailer do filme.

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