Chico Buarque – o futebol (BRA, Roberto de Oliveira, 2006)

CARTAZ CHICO BUARQUE 0 O FUTEBOL

Pelé (no campo de Politheama) –  Aqui você fez quantos gols?

Chico Buarque  – Eu perdi a conta, Pelé…rs. Até  mil eu contei, depois… O milésimo eu me lembro, mas isso já faz muito tempo (gargalhada).

 

O diálogo acima ilustra o tom jocoso e divertido do filme de Roberto Oliveira, Chico Buarque – o futebol (2006). Pelé, Ronaldinho Gaucho, Pagão (Paulo César Araujo, jogador do Santos, companheiro do Rei) são os principais convivas dessa conversa entre a música e a bola. Ao longo de seus 77 minutos de duração, Chico Buarque vai traçando uma auto-história sentimental de sua experiência como torcedor, admirador e jogador amador. Além do Chico, a maior estrela da fita é o Politheama, o mundialmente ilustre time do cantor. Trata-se de coisa séria, como sempre no que tange ao futebol. O Politheama tem hino (interpretado por Chico, na abertura da filmagem), etimologia (Poli = muitos, theama = espetáculos) e um cartel insuperável: “2.600 jogos oficiais, 26 anos, nenhuma derrota… alguns empates”.

Parte da película narra e mostra as aventuras internacionais do Polithema em Portugal, França e Hungria. Na ‘excursão’ à Espanha, Chico aproveita pra trocar figurinha com Ronaldo Gaucho, em um hilário confronto (verbal) de técnica entre o craque do Barcelona e o titularíssimo do Politheama.

A maior parte da fita, porém, gira mesmo em torno das muitas impressões e memórias futebolísticas de Chico: sobre a copa do mundo de 1950, sobre o Fluminense, o Santos de Pelé, Pagão e Cia. etc. É em meio a essas reminiscências que uma série de canções (que abordam ou tangenciam o jogo de alguma forma) vão sendo desdobradas e interpretadas. Inclusive a canção tema, O futebol, do próprio Chico Buarque (https://www.letras.mus.br/chico-buarque/681103/).

Futebol, música e Chico Buarque. É só isso. E tá bom.

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