Kung Fu Futebol clube (Shaolin Soccer, China, Stephen Chow, 2001)

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Jogador do Kung Fu Futebol clube – Como elas conseguem voar?

Cante (“poderoso perna de aço”) – São os efeitos especiais…

Kung fu (…) a tradução literal (…) é trabalhar duro ou tempo e habilidade, sendo que (…) esta expressão também é usada para se referir a algo que foi adquirido com mérito, esforço e competência na luta corporal (Disponível em: https://www.significados.com.br/kung-fu/, acessado em 11/01/2020).

Estamos em janeiro; período de férias. Nesse espírito, o filme que trago hoje é uma comédia; das mais bizarras (e divertidas). Shaolin Soccer tem enredo simples, capitaneado por seu protagonista (ator, diretor e co-roteirista) Stephen Chow. Esse faz-tudo cinematográfico do oriente interpreta o jovem Cante, o “Poderoso perna de aço”. Seu codinome faz jus a uma patada sobrenatural, adquirida com a prática Shaolin (um dos vários estilos de arte marcial chinesa).

Cante ganha a vida como catador de lixo. Via de regra não conta com um tostão no bolso, mas sua autoestima e confiança são impagáveis. Graças a sua fé no Kung Fu, nada lhe parece impossível. Sua crença é a de que o Kung Fu serve para tudo (literalmente). De fazer pães (ofício da protagonista Mui) a sobreviver incólume a incidentes corriqueiros, como escorregar numa casca de banana (há uma personagem, identificada nos créditos como “menina da casca de banana”, que tem duas aparições apenas: uma caindo de forma estabanada e a outra, na sequência final da película, esbanjando equilíbrio: o Kung Fu a salvou…).

Bom, Cante encontra um ex-jogador em péssimas condições (“Perna de ouro Fung”) e em uma conversa definem seus rumos (e o enredo da película). Vão unir esforços para juntar o Kung Fu com o futebol, explorando a fenomenal habilidade do “Perna de aço” e o Know How futebolístico de Fung. Acabam por disputar o campeonato chinês e, é claro, sagram-se campeões.

Desse ponto em diante o filme segue a estrutura narrativa básica de epopeias heroicas, mas de forma escrachada. Isso implica a formação de uma equipe de guerreiros-jogadores (quatro irmãos de Cante e coadjuvantes), sequências de treino e o percurso até um ápice desportivo: a final do campeonato. Para a incrível sucessão de mirabolantes desdobramentos, remetemos ao filme. De tão improvável, acaba consistindo em boa diversão. Cabe, no entanto, algumas palavras sobre as epígrafes acima.

A primeira se refere à natureza do gênero fílmico em questão: trata-se de uma comédia; do tipo que sabe rir de si própria e, por isso, denuncia suas autoevidências humorísticas (mais de uma vez).

A segunda tem a ver com o princípio narrativo básico da película. Um norte simplório, mas que não deixa de agradar pelo seu alegre e ingênuo otimismo. O Kung Fu, aqui, não se restringe a uma técnica de combate, mas à utilização de um conjunto tradicional de práticas corporais e mentais que servem, sim, para a luta. Não necessariamente com os punhos, mas à luta da (pela) vida. O Kung Fu Futebol clube foi composto por um bando de indivíduos descontentes, exercendo funções subalternas e desacreditados (inclusive por eles próprios). A partir do Kung Fu, Cante propõe o despertar da força interior de cada um. Trata-se, é claro, de mais uma narrativa de superação pelo esporte. O que chama a atenção, no entanto, é o inusitado da combinação (Kung Fu/Futebol) e a dinâmica e jocosidade das imagens, gerando uma certa originalidade ao produto.

Vale uma conferida nessas férias.

Bom proveito e até a próxima!

Referências:

Disponível em: https://www.ludopedio.com.br/biblioteca/kung-fu-futebol-clube/. Consultado em 11/01/2020.

Disponível em: https://www.imdb.com/title/tt0286112/. Consultado em 11/01/2020.

Disponível em: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-43986/. Consultado em 11/01/2020.

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