ANPUH – Bahia 2018 – Chamada

15/03/2018

Olá pessoal
Com alegria informamos, que mais uma vez (desde 2010) foi aprovado o Simpósio de História do Esporte e das Práticas Corporais no IX Encontro Estadual de História-Bahia.
Este ano o evento será realizado na cidade de Santo Antônio de Jesus, nas dependências da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Campus V, entre os dias 04 a 07 de Setembro de 2018.
Com isso, convidamos a todos e todas para participarem do evento e do simpósio, enviando seus trabalhos. Abaixo apresentamos as principais informações:

Instruções gerais para inscrições

1. O sistema de Inscrição é feito por meio eletrônico, tanto para o envio de dados quanto para o pagamento. Todos os itens destas instruções gerais devem ser lidos cuidadosamente para evitar eventuais irregularidades nas inscrições;

2. Para se inscrever, o interessado deve identificar-se em uma das modalidades abaixo, durante o período indicado no cronograma:

  • Coordenação de Simpósio Temático.
  • Coordenação de Minicurso/Oficina.
  • Coordenação de Simpósio Temático e Coordenação de Minicurso/Oficina.
  • Apresentação de trabalho em Simpósio Temático.
  • Ouvinte/Participante em Minicurso/Oficina.

Atenção: Caso o participante deseje propor um simpósio temático e também um minicurso/oficina, ele deve escolher, no preenchimento da ficha inscrição on-line, a opção correspondente a essas duas modalidades.

3. Em todas as etapas / modalidades acima, as categorias e os respectivos valores de inscrição são os da tabela abaixo:

Associado da ANPUH Não associado
Professor da educação básica…….. R$ 50,00 Professor da educação básica……… R$ 150,00
Estudante de Pós-graduação……… R$ 50,00 Estudante de graduação……………. R$ 50,00
Demais associados…………………. R$ 100,00 Estudante de Pós-graduação………. R$ 200,00
Demais participantes……………….. R$ 300,00
Participação em Minicurso/Oficina….. R$25,00

4 . Solicitamos atenção no preenchimento correto de todos os campos da ficha de inscrição, em especial nos campos “Nome” e “Título do Trabalho”, se for o caso, para evitar posteriores problemas quanto à emissão dos certificados. O preenchimento correto do campo “e-mail” também é de fundamental importância para o estabelecimento do vínculo de informações. Após o cadastro, será enviado um e-mail de confirmação contendo os dados de acesso à área do inscrito (login e senha), onde é possível imprimir novamente o boleto de inscrição, caso seja necessário;

5. Os colegas que desejarem associar-se à ANPUH deverão fazê-lo antes de se inscreverem no evento, acessando a página: http://www.anpuh.org/filiacao.

6. Uma vez paga a inscrição como não associado não será possível reverter o valor para associado;

7. Os associados da ANPUH deverão estar quites com as anuidades para fins de usufruto do valor de inscrição exclusivo às modalidades de Sócios;

8. O pagamento da inscrição deverá ser realizado até a data de vencimento registrada nos boletos bancários. Após esta data, a inscrição será cancelada automaticamente pelo sistema;

9. O inscrito poderá acompanhar a confirmação de pagamento do boleto através da área do inscrito;

10. Não haverá devolução do valor referente às inscrições. No caso de propostas de Simpósios Temáticos, Minicursos ou Oficinas que não sejam aprovadas ou efetivadas, os proponentes poderão usar sua inscrição na modalidade de apresentador de trabalho ou ouvinte.
Para a apresentação de trabalho nos Simpósios Temáticos, o proponente deverá ser, no mínimo, graduando, respeitando-se o disposto no item 15.

  • Cada participante poderá apresentar apenas 01 (um) trabalho em apenas 01 (um) simpósio temático, seja na condição de autor ou de coautor, com limite de 01 (uma) coautoria no mesmo trabalho.
  • Todos os autores ou coautores devem estar inscritos no evento e se fazer presente no momento da apresentação a fim de que recebam o certificado.
  • O inscrito deverá escolher 03 (três) Simpósios Temáticos conforme a ordem hierárquica de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, será realocado na opção seguinte. A avaliação, aceitação e eliminação de trabalhos dentro do simpósio temático são realizadas pelos coordenadores de cada simpósio.
  • O número mínimo de participantes em cada simpósio temático é 12. Caso esse número não seja atingido, o simpósio será cancelado e os inscritos serão realocados na 2ª ou 3ª opção.
  • Caso o trabalho não seja aceito em nenhuma das rodadas de avaliação, o inscrito será automaticamente considerado como ouvinte, sem devolução do valor pago na inscrição.
  • O número máximo de participantes em cada simpósio é de 24 e a preferência é dada ao candidato que se inscreveu primeiro.
  • Verifique os prazos de inscrição, envio do trabalho completo e aceitação.

15. A aceitação do trabalho de graduandos está condicionada à inscrição do orientador no evento.

16. Para a publicação do trabalho nos Anais do Evento, os autores terão que obrigatoriamente submeter o texto completo até a data limite estipulada no Cronograma do Evento e apresentar a comunicação na data e horário indicado pela Comissão Organizadora.

Prazos:

Inscrição de trabalhos nos Simpósios Temáticos .. 05 de Março a 30 de Março.

Divulgação dos Trabalhos Aprovados e Cartas de Aceite .. 31 de Maio.

Envio dos Trabalhos Completos para Publicação nos Anais .. 23 de Julho.
NORMAS GERAIS PARA PROPOSIÇÃO DE TRABALHOS

Atenção: Observe atentamente todas as instruções abaixo antes de submeter seu trabalho:

Além das instruções gerais para inscrições no evento disponíveis no link http://www.encontro2018.bahia.anpuh.org/inscricoes, os itens abaixo devem ser lidos cuidadosamente para evitar irregularidades quanto à submissão de trabalhos para apresentação nos Simpósios Temáticos.

1. As propostas de comunicação deverão ser compostas, obrigatoriamente, de título e resumo, que deverão ser digitados nos campos apropriados da página de inscrições do IX Encontro Estadual de História, e de um texto completo que deverá ser anexado no local indicado até o dia 23 de Julho de 2018.

2. O título do resumo deverá conter no máximo 200 caracteres (com espaços) e o corpo do texto deverá conter no máximo 2800 caracteres (com espaços).

3. O texto completo deverá ser apresentado no seguinte formato:

– Arquivo em formato de texto (.doc ou .rtf) de no máximo 3 Mb.

– Mínimo de 06 (seis) e máximo de 10 (dez) páginas.

– Fonte Times New Roman 12, espaço entre linhas 1,5.

– Citações com mais de três linhas em destaque, com fonte 11, espaço simples.

– Margens superior e esquerda: 3,0 cm; inferior e direita: 2,0 cm.

– As notas devem ser colocadas no final do texto.

– As referências deverão seguir o formato da ABNT NBR 6023.

4. Solicitamos atenção ao preenchimento correto de todos os campos da ficha de inscrição, em especial “Nome” e “Título do Trabalho”, para evitar posteriores problemas quanto à emissão dos certificados. O preenchimento correto do campo “e-mail” também é de fundamental importância para o estabelecimento do vínculo de informações com a comissão organizadora.

5. Para a apresentação de trabalho nos Simpósios Temáticos, o proponente deverá ser, no mínimo, graduado. Estudantes de graduação poderão inscrever trabalhos desde que seus orientadores estejam inscritos no evento.

6. A inscrição para apresentação de trabalho deverá ser feita nas seguintes modalidades:

– Submissão Individual (o trabalho não possui coautores)

– Coautoria – coautores não cadastrados (primeira inscrição do trabalho)

– Coautoria – coautores já cadastrados (trabalho já inscrito por outro coautor)

7. Verifiquem atentamente o cronograma do evento e acompanhem a aceitação do trabalho proposto através da “área do inscrito”.

Coordenadores:
Henrique Sena dos Santos (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia),

Coriolano Pereira da Rocha Junior (UFBA)

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A formação em Educação Física na Bahia

05/03/2018

Coriolano P. da Rocha Junior

No Brasil a formação acadêmica civil em nível superior da Educação Física (EF) iniciou-se em 1939, quando foi criada a Escola Nacional de Educação Física e Desportos (ENEFD)[1], vinculada a Universidade do Brasil (UB)[2]. Sua base legal foi o Decreto Lei 1.212 de 17 de abril de 1939. Pelo decreto, a ENEFD teria como funções: formar profissionais de EF; imprimir unidade teórico-prática no ensino; difundir conhecimentos da área e realizar pesquisa, além de capacitar quadros de todo o país, para que estes, ao retornarem aos seus estados de origem dinamizassem a área pelo Brasil e contribuíssem na criação de outros cursos.

Ao pensarmos a Bahia identificamos o Estado tardou a ter um Curso Superior de Educação Física. Embora tivesse ao longo dos tempos ocorrido várias tentativas, foi mesmo só em 1973 que se criou o primeiro. No caso, o da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), em 1973, reconhecido em 23 de junho de 1977.

Sendo assim, causa estranhamento o fato de ter sido numa instituição privada, com apoio do poder público, que tenha acontecido a instalação de um Curso Superior de Educação Física na Bahia, ao contrário do que era corrente em outros lugares, onde eram nas Universidades Federais que se montavam os cursos.

Na Bahia, várias foram às tentativas para a criação de uma escola de EF e muitas, senão todas, movidas pelos próprios e poucos professores licenciados pela ENEFD. Todavia, por motivos diversos, nenhuma das investidas deu resultado e até o início da década de 1970 a Bahia continuava sem ter seu curso, ficando para trás em relação a vários estados brasileiros, inclusive alguns do nordeste.

A organização de cursos de formação de professores pelo Brasil, em sua fase inicial, seguia o mesmo padrão da ENEFD, tanto em sua organização curricular como nos métodos adotados, foi provavelmente o meio mais eficaz de moldar a EF brasileira. Na Bahia não foi diferente. É importante ressaltar que os idealizadores e articuladores do primeiro curso de EF eram quase todos graduados na ENEFD.

Esses professores, somados a outros, criaram a Associação dos Professores de Educação Física da Bahia (APEFB)[3]. Tal entidade ao longo de seu funcionamento transformou o objetivo da criação de um curso em seu interesse maior, pra tanto, constituiu uma comissão executiva. Esta comissão tinha o papel de visitar autoridades, entidades e órgãos da imprensa, visando sensibilizá-los para a criação da escola de EF.

A iniciativa da comissão ganhou repercussão nos jornais baianos, que procuravam tratar o assunto, dando destaque ao valor da criação de um curso de EF na Bahia. De certa maneira, a publicação de matérias sobre o assunto acabou sendo uma forma de pressão. Eis alguns exemplos:

  • Escola de Educação Física é importante meta para a Bahia (A Tarde, 10 de agosto de 1971)[4];
  • Comissão executiva para a Escola de Educação Física (A Tarde, 14 de agosto de 1971)[5];
  • Professores movimentam-se pela Escola de Educação Física. (A Tarde, 20 de agosto de 1971)[6];
  • Educação para o esporte (A Tarde, 24 de agosto de 1971)[7];
  • Funcionamento da Escola de Educação Física não demora (A Tarde, 26 de agosto de 1971)[8];
  • Escola de Educação Física em funcionamento é a meta (A Tarde, 17 de setembro de 1971)[9];
  • Educação Física é valor excepcional de um povo. (A Tarde, 28 de setembro de 1971)[10].

Ainda com a ideia firme de montar um Curso de Educação Física na Bahia, alguns professores, dentre outras iniciativas, procuraram uma forma de sensibilizar o então governador do Estado, Antônio Carlos Magalhães, quando de uma visita sua ao Colégio Estadual da Bahia (Central).

Os professores incluíram numa programação festiva do colégio uma demonstração de ginástica, com aproximadamente 500 alunos, ocupando, praticamente todo o espaço físico das instalações desportivas e áreas adjacentes. Após a demonstração, a comissão executiva da APEFB e mais três alunos da escola foram solicitar ao governador a instalação de uma escola de EF.

O Governador deu a seguinte resposta: “escola superior isolada na Capital eu não crio, instalamos Universidades no interior”. A comissão não recuou e fez-lhe uma contraproposta, que foi a de firmar convênio com a Universidade Católica do Salvador, para principalmente fazer uso das instalações da Vila Olímpica (propriedade do Estado). A isso, o Governador de pronto respondeu: “topo”.

Com a perspectiva da criação de um curso de EF numa instituição privada, a UCSAL, o Estado da Bahia aplicou somas de recursos públicos, tanto em instalações (Vila Olímpica), quanto em material, para viabilizar a materialização daquele que se tornou o primeiro curso na Bahia. Assim, essa posição do Governador atendeu a uma dificuldade apontada pela UCSAL (quando em outro momento se tentou a instalação), ausência de espaços, dando margem à criação do curso.

Em relação a esse fato, o jornal A Tarde, em 29 de junho de 1972[11] apresentou a seguinte matéria: “Educação Física tem Escola na Bahia”

Na oportunidade, o Governador Dr. Antônio Carlos Magalhães manifestou a disposição do seu governo em prestigiar a juventude universitária em particular, e a toda mocidade da Bahia, em geral, adiantando que, com este convênio, a juventude terá condições de realizar suas atividades, trazendo assim benefícios não só para o Governo, como para a UCSAL e para toda a comunidade baiana.

A partir de então, com a afirmação do convênio entre UCSAL e o estado da Bahia, o grupo de professores viveu meses de expectativa para a aprovação do curso no Conselho Universitário e sua criação efetiva e ainda, a realização do vestibular. Foi só em 27 de dezembro de 1972, após reunião do Conselho Universitário, que o curso de EF da UCSAL foi aprovado, com o início de seu funcionamento previsto para 1973.

Vemos então que a meta maior, instalação de um curso de EF foi alcançada e isso, a partir de um convênio entre uma Universidade já existente, que faria uso de sua estrutura acadêmica e o Estado, que entraria basicamente com instalações e equipamentos na esfera esportiva. A fase seguinte seria a viabilização do funcionamento do curso.

Cabe salientar que a efervescência para a criação e subseqüente materialização do primeiro curso de EF na Bahia (1973), se deu numa época em o país vivia um contexto político no qual os ventos democráticos estavam reprimidos.

Assim, a perspectiva de formação estava pautada por esse contexto e mesmo, pelas possibilidades teóricas da área, que claramente se diferem do entendimento que hoje podemos ter. E foi assim, nesse contexto e nessas condições que o curso se iniciou.

A estrutura curricular do curso de EF da UCSAL possuía 36 disciplinas. Era perceptível a separação entre as disciplinas para homens e para mulheres, mais notadamente nos 5º e 6º semestres, mas ambos os gêneros eram obrigados a cumprir 36 disciplinas para a conclusão do curso. Das 36 disciplinas do currículo da UCSAL na sua fundação, 05 organizavam seus conteúdos à luz das Ciências Humanas, 06 tratavam do conhecimento pedagógico, 08 se pensavam com base nas Ciências Biológicas e 17 eram de cunho técnico-desportivo.

Sendo assim, a Bahia tardiamente instalou um Curso Superior em Educação Física e ainda, também de forma diferente de outras localidades, isto se deu numa instituição particular. Foi só em 1988 que a Universidade Federal da Bahia criou o seu curso. Certamente, este cenário e estas peculiaridades deram e dão a Bahia, um tom diferente na formação e atuação na área da Educação Física.

 

[1] A partir da reforma universitária de 1968, a ENEFD deixa de ser escola padrão e se torna a ainda hoje existente Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

[2] Na atualidade é a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

[3] Esta entidade trabalhava na organização da Educação Física e esportes na Bahia, numa tentativa de organizar e sistematizar a área e suas atividades no estado.

[4] A Tarde, 10 de agosto de 1971, p. 9.

[5] A Tarde, 14 de agosto de 1971, p.10.

[6] A Tarde, 20 de agosto de 1971, p. 12.

[7] A Tarde, 24 de agosto de 1971, p.4.

[8] A Tarde, 26 de agosto de 1971, p.7.

[9] A Tarde, 17 de setembro de 1971, p.12.

[10] A Tarde, 28 de setembro de 1971, p.12.

[11] A Tarde, 29 de junho de 1972, p.13.

Este texto tempo por base o artigo – PRIMEIRO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA BAHIA – TRAJETÓRIAS E PERSONAGENS – de autoria de Coriolano Rocha Junior, Roberto Gondim Pires e Felipe Marta, publicado na Revista Brasileira de Ciências do Esporte,  v. 36, n. 1, p. 205-223, jan./mar. 2014


A Ginástica Rítmica em Salvador

11/12/2017

Maria Elisa Gomes Lemos

Em Salvador, as experiências esportivas se desenvolveram em diferentes tempos, sob variadas influências e com contextos diversos. As práticas iniciais tiveram nos clubes e nas entidades reguladoras, um aparato organizacional, que colaborou com uma maior estruturação de algumas modalidades.

Nesse caso, o das modalidades primeiras, falamos de um começo que se deu entre fins do século XIX e início do XX. Todavia, também em outros tempos, até bem recentes, a cidade viu surgir e se estabelecer uma prática, que de certo modo, é também mais “nova” em outros espaços e aqui, falamos da Ginástica Rítmica.

Sabemos que a ginástica, como atividade geral, tem seu termo associado a uma ação educativa, de formação do corpo, praticada em diferentes ciclos históricos da humanidade e, portanto, dessa forma, assumindo feições e sentidos variados.

No caso, a Ginástica Rítmica, prática que em sua estrutura oficial e competitiva é ainda exclusivamente feminina, tem suas bases em outras atividades da ginástica, ou seja, importa dizer que ela não foi inventada e sim, se compôs com fundamentos de outras ações das ginásticas que já eram conhecidas.

A Ginástica Rítmica se caracteriza por associar em sua execução, movimentos corporais de rara beleza, de grande exigência física, tendo sempre um fundo musical e o uso de implementos e equipamentos diversos.

A Ginástica Rítmica incorpora em seus movimentos elementos de ordem natural e ao mesmo tempo os sistematizados e sua prática expressa tanto à singeleza de expressões e representações, quanto à dureza das determinações extrínsecas ao praticante e ainda, faz uso de implementos em suas atividades.

Mais que tudo, nos importa aqui falar sobre a Ginástica Rítmica em Salvador.

Se para outros esportes o clube foi fundamental, na Ginástica Rítmica, a escola foi e ainda é um espaço que colaborou com sua estruturação e desenvolvimento e aqui,  a Escola Normal da Bahia, mais tarde denominado de Instituto Central de Educação Isaías Alves – ICEIA, teve papel central.

Neste espaço vimos se constituir a trajetória de um novo esporte na cidade do Salvador, a Ginástica Rítmica, com Dulce Suzart.

A Professora Dulce é egressa do curso para professores da Escola Nacional de Educação Física, no Rio de Janeiro (1951-1953). Em seu trabalho, ela deu prosseguimento às atividades de Ginástica Feminina, como era denominada em 1954, em substituição a professora de Dança Odete Franco.

Em Salvador, outras ações colaboraram para a organização da Ginástica Rítmica e uma foi a implantação de Escolinhas de Iniciação Esportiva no nosso estado, onde esta modalidade esteve contemplada, com destaque, a década de 1970.

O Serviço Social da Indústria – SESI foi a instituição que efetivamente iniciou nesta década, propostas concretas para um programa de iniciação esportiva, mais precisamente em 1973, com a realização do Curso de Iniciação Esportiva promovido pelo Departamento Nacional em parceria com o Departamento Regional – Bahia. Este curso teve como docentes, professores da Escola Nacional de Educação Física e Desportos e a partir dele, foram selecionados professores que passaram a atura com os esportes, nas escolinhas, inclusive a de Ginástica Rítmica.

Nessa mesma época, Salvador viu surgir o primeiro de Educação Física, que foi o da Universidade Católica do Salvador – UCSAL. Tal curso colaborou com a formação de profissionais especializados, que passaram a atuar com a modalidade e em alguns casos, após terem sido praticantes.

Assim, em Salvador, as práticas de Ginástica Rítmica, que se iniciaram no espaço do hoje ICEIA, tiveram continuidade e expansão junto ao SESI, já contando com a ação docente de profissionais que passaram pelo próprio curso do SESI, mas que também tiveram formação pela UCSAL.

Nesta linha de intervenção sobre a prática da Ginástica Rítmica, contando com pessoas que além de trabalharem com a modalidade, também foram atletas, o exporte teve em Salvador um cenário de desenvolvimento e aceitação, se estendendo até os tempos atuais e atraindo interesse de praticantes e de docentes, que continuam a lidar com as experiências de tal exporte.

Assim, vimos que Salvador, nesse caso, conviveu com um outro tipo de construção esportiva. Se inicialmente os clubes foram essenciais, neste caso, os espaços escolares assumiram centralidade.

 

 


A GINÁSTICA COMO PRÁTICA EDUCATIVA NA BAHIA (1850-1920)

17/07/2017

Aline Gomes Machado

O século XIX, no Brasil, representou um momento de mudanças significativas nos diversos setores. Via-se a efervescência de uma busca pela modernização do país. Civilização e modernidade se convertiam, neste momento, em palavras de ordem; virando instrumento de batalhas, além de fotografias de um ideal alentado.

 A Bahia, como a antiga capital do país, não ficou de fora desse processo. Também ela viu fervilhar o desejo pela modernidade, por novos ares, modos de vida, novos comportamentos e hábitos, inclusive, os de saúde e higiene.

Sabemos que a essa época, Salvador era uma cidade sem nenhum tipo de cuidado com o esgoto, estava sempre suscetível a moléstias infectocontagiosas, que atacavam sua população. Especialmente, a camada negra e pobre era a mais massacrada pelas epidemias que tomavam a cidade, já que era mais exposta às situações de risco sanitário.

Muito em função disso e por possuir em suas terras, uma escola médica, tida como um cenário de ciência, um dos discursos de modernização na Bahia assentou-se no pressuposto de que o saber científico possuía uma proposição especial para promover o desenvolvimento.

Dessa forma, a ciência tornou-se fundamental, por, pretensamente, apresentar caminhos objetivos para solucionar os problemas sociais, especialmente a ciência médica. Sendo assim, vimos que a camada ‘letrada, científica e lógica’, apoiada nos poderes políticos, dirigiu diretamente o projeto de modernidade, inclusive o baiano, justo por conta do papel de destaque dado ao conhecimento científico.

Assim, na Bahia, pautados nos pressupostos higienistas, os senhores da ciência constatavam as mazelas e indicavam os meios para se atingir os objetivos de uma melhor higiene, como podemos perceber no Relatório do Conselho Interino de 1856, elaborado pelo secretário da Commissão de Hygiene Publica, Dr. Malaquias Avares dos Santos:

Nas demais comarcas existem também muitas causas de insalubridade, como sejam mais geralmente habitações húmidas, e mal arejadas, alimentação irregular e de má qualidade, pântanos de todos os gêneros, e nenhum apuro na educação physica; ao que demais se ajunctam muitos vicios na educação.” moral e intelectual dos habitantes, o que se encontra ainda n’esta capital e mormente, nos seus suburbios.

O discurso médico figurou no movimento de modernidade baiano, articulando o progresso, a necessidade de higiene. A exemplo disso temos a fala de Mathias de Campos Velho, na tese apresentada para conclusão do curso de medicina na Faculdade de Medicina da Bahia em 1886, aonde afirma que a higiene:

esta quasi sempre em razão directa com a civilização de um povo e constitue fonte de riqueza, porque concede dous thesouros preciosos, a saude e a ordem (p.70) e, neste sentido diz, também, que o homem civilisado tem sempre em vista: a hygiene geral (p.67).

Dentre as estratégias elaboradas para atingir a higiene necessária, os higienistas reconheciam a importância de uma educação que se enquadrasse nos objetivos desse movimento. Objetivos esses que não se restringiam ao controle das variáveis físicas, biológicas, mas também buscavam uma retidão moral, uma disciplinarização necessária para atender as demandas sociais da época. Assim, os higienistas indicavam quais medidas deveriam ser tomadas pela população e governo, inclusive nas instituições escolares.

Contando com o apoio de articulistas, os higienistas apontavam como elemento basilar para formar o homem higiênico, o cuidado com o corpo, onde a prática de atividades físicas possuía fundamental importância. Dentre eles, a ginástica aparecia como a prática dileta.

Sabemos que a ginástica, como uma prática educativa, era tratada como algo que atuaria na formação de novos corpos e mentes, tida como uma extensão dos poderes e saberes gerados pela higiene, ganhando assim, a defesa de médicos e articulistas que se encarregavam de garantir os porquês da importância dessa atividade, não apenas fundamentando os benefícios corporais, mas também para formação moral do ‘homem vigoroso’.

Como justificativas a este apoio a uma nova ação ‘educativa’, a ginástica, encontramos nos jornais baianos questionamentos, inclusive, sobre a forma como os mais ricos educavam seus filhos. O Correio Mercantil (02 de junho de 1838, p.02) apontava que “os mimos e branduras com que as pessoas mais ricas e poderosas custumão criar os filhos os fazem commummente aleminados e de débil compleição”, e coloca a ginástica “com o exercício acertado” como corretiva desta situação, e segue garantindo que “a gymnastica, porém, nas cidades he absolutamente precisa, não para formar arlequins, como o para cuidado, mas para educar homens vigorosos”.

Por conta de pensamentos como esse, os discursos voltaram-se, então para a prática da ginástica como instrumento capaz de fornecer os idealizados objetivos dessa sociedade modernizada, civilizada e higiênica.

A partir da influência de um saber científico, os propósitos conferidos à prática metódica se tornaram mais expressivos com o passar do século XIX, demarcando que a ginástica valorizada era aquela cujos princípios básicos seriam a disciplina, a saúde e a higiene, distanciando-a de uma prática mais livre e expressiva. Era preciso uma ‘ginástica científica’ que se enquadrasse nos ideais modernizadores e higiênicos, que apresentasse caminhos para resolver as mazelas sociais que se circundavam todo país.

Nesse sentido, o Brasil e a Bahia, sob o prisma do higienismo, esforçando-se para acompanhar o desenvolvimento dos países modernos do continente europeu, adotavam muitas de suas práticas culturais e educacionais como símbolos de modernidade. Se na Europa a ginástica era parte da educação oferecida pelos principais colégios, aqui, ela seria utilizada num sentido semelhante.

A tese Hygiene Pedagogica, de Umbelino Heraclio Muniz Marques, apresentada a Faculdade de Medicina da Bahia, procurou demonstrar como uma educação higiênica, digamos assim, seria o símbolo de uma modernidade

A higiene pedagógica, que aliás age decisivamente sobre o desenvolvimento da creança, e sobre a conservação de sua saude, ainda nos paizes, mais adiantados deixa muito a desejar…(1886, p.01).

O mesmo Umbelino ainda afirma como uma educação higiênica “adapta todas as potencias physycas, intellectuaes e moraes de cada individuo á função plena do papel que lhe esteja destinado desempenhar na coletividade” (p.02). Perceba como a preocupação está centrada em tornar harmônica esta tríade das faculdades humanas para que o sujeito possa desempenhar seu papel sem alterar a ordem social desejada, que neste caso é a ordem para o progresso, a modernização.

Desta forma, nesse momento aqui tratado, vimos, na Bahia, um movimento que visou, sobretudo, civilizar os costumes, moralizar as condutas e moldar comportamentos e corpos para alicerçar as bases da sociedade higiênica e moderna. Este movimento configurou as principais estratégias do projeto higienista. Essa foi à intenção e motivação, agora saber como se deu e mesmo se alcançou tal objetivo, fica para outros escritos.

 


ANPUH 2017 – Simpósio Temático História do Esporte e das Práticas Corporais

01/03/2017

Olá Pessoal
Chamando atenção para os prazos de inscrição:
Prazos: 09/01/2017 a 06/03/2017: prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos: prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos.
Vamos fazer força para cumprir as datas.

Prezados e prezadas
Com satisfação chamamos todos e todas a participarem do XXIX Simpósio Nacional de História. O evento acontecerá em Brasília, de 24 a 28 de julho de 2107, na UNB
Para tanto, convidamos que apresentem suas propostas de trabalhos ao nosso Simpósio Temático História do Esporte e das Práticas Corporais (simpósio 52), dentro das condições e prazos estabelecidos pela organização geral, que são demonstradas abaixo:

Instruções gerais para inscrições

  1. O sistema de Inscrição é feito exclusivamente por meio eletrônico, tanto para o envio de dados quanto para a geração de boletos bancários. Solicita-se leitura atenta de todos os itens destas instruções, para evitar eventuais problemas nas inscrições;
  2. As inscrições podem ser feitas numa das modalidades abaixo:
    • SÓCIO APRESENTADOR DE TRABALHO EM SIMPÓSIO TEMÁTICO;
    • NÃO-SÓCIO APRESENTADOR DE TRABALHO EM SIMPÓSIO TEMÁTICO;
  3. Os valores de inscrição para cada modalidade são os da tabela abaixo:
  4. Solicitamos atenção ao preenchimento correto de todos os campos da ficha de inscrição, em especial nos campos “Nome” e “Título do Trabalho”, se for o caso, para evitar posteriores problemas quanto à emissão dos certificados. O preenchimento correto do campo “e-mail” também é de fundamental importância para futuro contato com os inscritos. Feito o cadastro, o interessado receberá e-mail de confirmação, contendo os dados de acesso à área do inscrito (login e senha), onde é possível imprimir novamente o boleto de inscrição, caso seja necessário;
  5. Os colegas que desejarem associar-se à ANPUH deverão fazê-lo antes de se inscreverem no Simpósio Nacional, dirigindo-se a sua Seção Regional. Clique aqui para conhecer as Seções Regionais da ANPUH e seus contatos.
  6. A Anpuh não aceitará novos associados após o dia 27 de abril de 2017 (os formulários de filiação serão reabertos no dia 07 de março). Assim, uma vez paga a inscrição na condição de não associado, não será possível reverter para a opção de sócio.
  7. Os associados da ANPUH deverão estar quites com as anuidades para terem direito ao valor de inscrição estipulado para esta categoria;
  8. O pagamento da inscrição deverá ser realizado até a data de vencimento registrada nos boletos bancários. Após esta data, a inscrição será cancelada;
  9. Informações sobre a confirmação de pagamento do boleto poderão ser obtidas na área do inscrito;
  10. Não haverá devolução do valor referente às inscrições. No caso de propostas não aceitas pela comissão científica ou inviabilizadas por qualquer razão, o proponente poderá usar o valor já pago para inscrever-se em outra modalidade.
  11. A inscrição em Minicurso é específica. Para tanto, o interessado deverá inscrever-se no campo Minicurso, da Ficha de Inscrição, adicionando-se o valor desta modalidade ao boleto bancário. A inscrição em Minicurso não isenta o interessado de pagar os valores de inscrição em outras modalidades de participação. Ao fazer sua inscrição para minicurso, o interessado deve escolher 3 (três) opções dentre as listadas na página do evento, classificadas em 1ª, 2ª e 3ª opções. Caso o minicurso escolhido em 1ª opção já esteja completo ou seja cancelado por não atingir o número mínimo exigido de participantes (20), o inscrito será realocado no minicurso escolhido em 2ª opção, e assim sucessivamente. O número máximo de vagas em cada minicurso é de 30, mas ele poderá ser ampliado, a critério da Comissão Organizadora, em acordo com os professores responsáveis. Nesses casos, será respeitada a ordem de inscrição. Quem já estiver inscrito como proponente de Simpósio Temático, apresentador de trabalho ou ouvinte pode fazer a inscrição em minicurso entrando na “Área do inscrito”, com seu login e senha, e selecionar “Inscrição em minicurso”. Essa opção dá acesso a formulário para a escolha das 3 opções de minicursos que, uma vez realizada, gera novo boleto para pagamento;
  12. Para os interessados em propor Simpósio Temático + Minicurso, basta realizar a inscrição em qualquer uma destas modalidades e, com seus dados de acesso em mãos, voltar ao site do Simpósio, entrar na área de inscrito, localizar a(s) opção(ções) desejada(s) e adicioná-la(s) à inscrição original. O valor extra é acrescido ao boleto bancário. Para os proponentes de Simpósio Temático + Minicurso o valor cobrado é de R$ 100,00. Nesses casos, não haverá cobrança para inscrição na condição de apresentador de trabalho. No caso de proponente de Minicurso que queira inscrever trabalho em Simpósio Temático, há necessidade de pagar as duas taxas (R$ 100,00 + R$ 60,00).
  13. Para apresentar trabalho nos Simpósios Temáticos o proponente deverá ser no mínimo graduado.
  14. Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) simpósio temático. O inscrito deverá escolher 3 (três) Simpósios Temáticos, conforme a ordem hierárquica de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, será realocado na opção seguinte. Avaliação, aceitação e eliminação de trabalhos dentro do simpósio temático são realizadas pelos coordenadores de cada simpósio. Caso o simpósio temático seja cancelado por não atingir o número mínimo de participantes (20), os inscritos neste simpósio serão realocados na 2ª ou 3ª opções. Caso o trabalho não seja aceito em nenhuma das rodadas de avaliação, o inscrito será automaticamente considerado como ouvinte, sem devolu ção do valor pago na inscrição. O número máximo de participantes em cada simpósio é de 34, selecionados a partir de critérios acadêmicos. Solicita-se consultar o cronograma do evento para os prazos de inscrição, envio do trabalho completo e aceitação.
  15. Prazos: 09/01/2017 a 06/03/2017: prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos: prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos.
  16. Mais detalhes em: http://www.snh2017.anpuh.org/site/capa
  17. Apresentador de Trabalho em Simpósio Temático (Detalhes abaixo)

    São oferecidas 34 vagas por Simpósio Temático.

    • Os STs serão os espaços para a apresentação e discussão de pesquisas concluídas ou em estágio avançado de realização sobre um mesmo tema.
    • Para a apresentação de trabalho nos Simpósios Temáticos, exige-se titulação mínima de Graduação.
    • Os apresentadores de trabalho associados deverão estar em dia com a anuidade de 2017
    • Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) Simpósio Temático. O inscrito deverá escolher 3 (três) Simpósios Temáticos na ordem de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, será realocado na opção seguinte.
    • A avaliação, o aceite e a eliminação de trabalhos são da responsabilidade do(s) Coordenador(es) de cada Simpósio Temático.
    • Além do resumo expandido (mínimo de 2200 caracteres e máximo de 2.800), é importante, mas não obrigatório, enviar o texto completo* no ato de inscrição. Isso auxiliará a avaliação de seu coordenador(a).
    • O certificado de apresentação de trabalho será emitido somente aos presentes em 75% das atividades do Simpósio.
    • Caso o Simpósio Temático seja cancelado, em razão de não atingir o número mínimo de vinte participantes, os inscritos serão realocados nas opções seguintes de sua escolha.
    • Não haverá devolução do valor de inscrição. Caso o trabalho não seja aceito, o inscrito poderá usar o valor pago na inscrição como Ouvinte.
    • No formulário de inscrição, clicada a opção “apresentador de trabalho” três caixas podem ser visualizadas – uma para a inclusão do título do trabalho, outra para inclusão do resumo expandido e mais uma para inclusão do texto completo. Pode ser utilizada qualquer fonte, pois o sistema a padronizará (não utilize caixa alta no texto do resumo, apenas na autoria).

    * uma versão revisada do texto completo poderá ser enviada entre os dias 1 e 15 de agosto de 2017.


    Instruções para trabalhos em coautoria

    Para que possamos localizar os diversos autores de um mesmo trabalho, um Código do Trabalho será gerado ao primeiro coautor que realizar sua inscrição.

    Para que isso ocorra no campo Tipo de Submissão, este primeiro coautor deve escolher a opção Coautoria – primeira inscrição do trabalho – e seguir normalmente com sua inscrição. Ao final do processo, um Código do Trabalho será gerado.

    Aos demais coautores, basta escolherem a opção Coautoria – trabalho já inscrito – e informarem o Código do Trabalho gerado ao primeiro coautor.


    Instruções aos inscritos em Simpósios Temáticos para publicar os textos integrais nos anais eletrônicos

    Os inscritos que apresentarem trabalho em Simpósios Temáticos terão seus textos publicados nos anais eletrônicos e devem seguir estas instruções:
    Enviar o arquivo do texto a ser apresentado através do campo discriminado para este fim em sua ficha de inscrição. A ficha permanecerá acessível na área do inscrito.
    Quitar a anuidade de 2017.
    O envio do texto implica a cessão dos direitos autorais.
    Quanto ao texto, observar o seguinte:
    1. Apenas serão aceitos arquivos enviados através da área do inscrito;

    2. O texto deve conter de 8 a 15 páginas.

    3. Os arquivos deverão ser salvos na extensão “doc” ou “rtf”, digitados em programa editor de texto no padrão do Microsoft Office Word.

    4. Fonte Times New Roman 12 e espaçamento 1,5, justificado;

    5. Margens: superior 3cm, inferior 2cm, esquerda 3cm e direita 2cm;

    6. A autoria (nome completo) deverá vir abaixo do título, à direita, em caixa alta. Em nota de rodapé (asterisco) deve ser colocada a Instituição de origem, Titulação e Agência financiadora, quando for o caso;

    7. Os textos não deverão conter tabulação, colunas ou separação de sílabas hifenizadas;

    8. O tamanho máximo de arquivo aceito é de 3MB. Caso seu trabalho contenha imagens estas deverão ser escaneadas em 300 dpi no formato TIF ou JPG, dimensionadas no formato de aproximadamente 5×5 cm e gravadas no próprio documento;

    9. As tabelas devem ser digitadas seguindo a formatação padrão do programa editor de texto;

    10. As citações de até três linhas devem constar entre aspas, no corpo do texto, com o mesmo tipo e tamanho de fonte do texto normal. As referências devem indicar entre parênteses nome do autor em letras maiúsculas, ano de publicação e páginas (SILVA, 1993:11-14);

    11. As citações a partir de quatro linhas devem ser em Times New Roman 10, itálico, com recuo esquerdo de 4 cm. As referências devem constar no corpo do texto, entre parênteses, como no exemplo acima;

    12. O uso de notas de rodapé deve ter apenas o caráter explicativo/complementar. Devem ser numeradas em algarismos arábicos seqüenciais (Ex.: 1, 2, 3, etc.) na fonte Times New Roman 10 e espaçamento simples;

    13. As referências bibliográficas deverão ser colocadas no final do texto e de acordo com as regras da ABNT, dispostas em ordem alfabética por autor.

    14. As páginas devem ser numeradas (margem superior direita), com exceção da primeira.

Atenciosamente
Coriolano P. da Rocha Junior (UFBA) / Euclides de Freitas Couto (UFSJ)
Coordenadores


Mais sobre cricket em Salvador

20/02/2017

Coriolano P. da Rocha Junior

Neste blog, mais uma vez falamos sobre o cricket em Salvador, desta vez, com mais dados e imagens sobre o tema.

A prática aportou em terras brasileiras pelas mãos dos ingleses. Essa atividade se desenvolveu por algum tempo, todavia, sem efetivamente se estruturar na cidade, restringindo-se a uma pequena parcela da população.

O esporte chegou a Salvador em meados do século XIX. Normalmente os jogos ocorriam no Campo Grande (LEAL, 2002), embora também haja notícias de partidas na Fonte do Boi[1] e Quinta da Barra (GAMA, 1923), no Campo da Pólvora[2] e no Largo da Madragoa[3].

cricket-brasil

Imagem 1: Jogo de cricket no Campo Grande. Ilustração de J. J. Wild.

Fonte: http://www.salvador-antiga.com/campo-grande/cricket.htm

Vejamos alguns exemplos: “no dia 1 de janeiro terá lugar no Campo Grande um grande jogo de críquete entre alguns sócios do Bahia Críquete Clube – uma partida de estrangeiros. Terá início ao meio dia em ponto”[4]. Também sobre o uso do Campo Grande como sede dos jogos, vemos esta chamada: “Sociedade Brazilian Críquete Clube. Pedindo licença para fazer jogos de bolas no Campo Grande…”[5].

Gama (1923, p.319) afirma que em Salvador foram:

membros da colonia inglesa, que fizeram a introdução de um jogo, cuja disputa, para eles, tinha já o cunho de esporte, – pois sendo a sua Pátria o berço do esporte moderno – tinham a noção exacta da significação do vocábulo. Esse jogo, foi o críquete, de origem genuinamente inglesa […]. Esse críquete de então, era disputado no local hoje denominado Praça Duque de Caxias.

Um clube inicialmente fundado para o críquete, logo depois assumiu o futebol, o Clube de Críquete Vitória, criado por brasileiros em maio de 1899, que passou a se chamar Esporte Clube Vitória. Ainda houve o Clube Internacional de Críquete, fundado por ingleses, em novembro de 1899, além dos já citados Sociedade Brazilian Críquete Clube e Bahia Críquete Clube[6].

Em Salvador, o críquete, teve trajetória, de curta duração, iniciada como uma atividade dos ingleses, contando com participação de brasileiros. Assim, logo a prática da modalidade se manteve limitada aos membros da colônia britânica, até se tornar pouco significativa; enquanto isso, em solo baiano, outras práticas ganhavam o interesse da população.

Sobre esse “esquecimento” do esporte, A Tarde[7] apresentou uma matéria em que questionava as razões do seu possível abandono em Salvador: “não sabemos porque motivo ficou inteiramente abandonado pelos nossos sportmen, o interessante e nobre jogo inglês, o críquete. A Bahia, teve nesse jogo, a muitos annos, sua primeira manifestação esportiva”.

O jornal, na mesma matéria, valorizava sua importância inicial e as formas com que foi jogado, tanto pelos ingleses quanto pelos baianos, ressaltando os valores civilizadores do esporte e o quanto sua prática contribuia para a formação de novos hábitos, por meio de um espaço onde os “nobres” homens da Inglaterra tinham a chance de praticar um esporte que simbolizava os ares de sua terra e os brasileiros podiam vivenciar um esporte que era digno de um mundo moderno, como também Salvador deveria se tornar.

Um possível elemento da curta duração da prática e do pouco interesse da população pelo críquete pode ter sido o fato dos clubes terem sido constituídos originalmente por ingleses e só depois brasileiros – neste caso, com a mesma organização dos de estrangeiros. Assim, o esporte teve uma limitada circulação pelas cidades, dificultando sua apropriação por parte dos diferentes estratos da população.

No período da instalação dos clubes de críquete, a cidade ainda mantinha um aspecto colonial e, assim, também os hábitos e gostos não estavam ajustados a uma prática moderna. De toda forma, os clubes de criquete foram importantes, pois foi a partir deles que se estruturam outros que ampliaram as experiências esportivas.

[1] Localizada no bairro do Rio Vermelho. Diário da Bahia, Salvador, 25 de janeiro de 1902, p.

[2] Diário de Notícias, Salvador, 24 de março de 1903, p. 3 e 12 de setembro de 1903, p. 3.

[3] Diário da Bahia, Salvador, 11 de janeiro de 1902, p. 1. Localizado na Cidade Baixa, na área do bairro da Ribeira.

[4] Jornal da Bahia, Salvador, 31 de dezembro de 1874, p. 2.

[5] Correio da Bahia, Salvador, 25 de janeiro de 1873, p. 2.

[6] Diário de Notícias, Salvador, 2 de setembro de 1876, p. 2.

[7]A Tarde, Salvador, 08 de novembro de 1912, p. 2.


XXIX Simpósio Nacional de História

13/01/2017

Prezados e prezadas
Com satisfação chamamos todos e todas a participarem do XXIX Simpósio Nacional de História. O evento acontecerá em Brasília, de 24 a 28 de julho de 2107, na UNB
Para tanto, convidamos que apresentem suas propostas de trabalhos ao nosso Simpósio Temático História do Esporte e das Práticas Corporais (simpósio 52), dentro das condições e prazos estabelecidos pela organização geral, que são demonstradas abaixo:

Instruções gerais para inscrições

  1. O sistema de Inscrição é feito exclusivamente por meio eletrônico, tanto para o envio de dados quanto para a geração de boletos bancários. Solicita-se leitura atenta de todos os itens destas instruções, para evitar eventuais problemas nas inscrições;
  2. As inscrições podem ser feitas numa das modalidades abaixo:
    • SÓCIO APRESENTADOR DE TRABALHO EM SIMPÓSIO TEMÁTICO;
    • NÃO-SÓCIO APRESENTADOR DE TRABALHO EM SIMPÓSIO TEMÁTICO;
  3. Os valores de inscrição para cada modalidade são os da tabela abaixo:
  4. Solicitamos atenção ao preenchimento correto de todos os campos da ficha de inscrição, em especial nos campos “Nome” e “Título do Trabalho”, se for o caso, para evitar posteriores problemas quanto à emissão dos certificados. O preenchimento correto do campo “e-mail” também é de fundamental importância para futuro contato com os inscritos. Feito o cadastro, o interessado receberá e-mail de confirmação, contendo os dados de acesso à área do inscrito (login e senha), onde é possível imprimir novamente o boleto de inscrição, caso seja necessário;
  5. Os colegas que desejarem associar-se à ANPUH deverão fazê-lo antes de se inscreverem no Simpósio Nacional, dirigindo-se a sua Seção Regional. Clique aqui para conhecer as Seções Regionais da ANPUH e seus contatos.
  6. A Anpuh não aceitará novos associados após o dia 27 de abril de 2017 (os formulários de filiação serão reabertos no dia 07 de março). Assim, uma vez paga a inscrição na condição de não associado, não será possível reverter para a opção de sócio.
  7. Os associados da ANPUH deverão estar quites com as anuidades para terem direito ao valor de inscrição estipulado para esta categoria;
  8. O pagamento da inscrição deverá ser realizado até a data de vencimento registrada nos boletos bancários. Após esta data, a inscrição será cancelada;
  9. Informações sobre a confirmação de pagamento do boleto poderão ser obtidas na área do inscrito;
  10. Não haverá devolução do valor referente às inscrições. No caso de propostas não aceitas pela comissão científica ou inviabilizadas por qualquer razão, o proponente poderá usar o valor já pago para inscrever-se em outra modalidade.
  11. A inscrição em Minicurso é específica. Para tanto, o interessado deverá inscrever-se no campo Minicurso, da Ficha de Inscrição, adicionando-se o valor desta modalidade ao boleto bancário. A inscrição em Minicurso não isenta o interessado de pagar os valores de inscrição em outras modalidades de participação. Ao fazer sua inscrição para minicurso, o interessado deve escolher 3 (três) opções dentre as listadas na página do evento, classificadas em 1ª, 2ª e 3ª opções. Caso o minicurso escolhido em 1ª opção já esteja completo ou seja cancelado por não atingir o número mínimo exigido de participantes (20), o inscrito será realocado no minicurso escolhido em 2ª opção, e assim sucessivamente. O número máximo de vagas em cada minicurso é de 30, mas ele poderá ser ampliado, a critério da Comissão Organizadora, em acordo com os professores responsáveis. Nesses casos, será respeitada a ordem de inscrição. Quem já estiver inscrito como proponente de Simpósio Temático, apresentador de trabalho ou ouvinte pode fazer a inscrição em minicurso entrando na “Área do inscrito”, com seu login e senha, e selecionar “Inscrição em minicurso”. Essa opção dá acesso a formulário para a escolha das 3 opções de minicursos que, uma vez realizada, gera novo boleto para pagamento;
  12. Para os interessados em propor Simpósio Temático + Minicurso, basta realizar a inscrição em qualquer uma destas modalidades e, com seus dados de acesso em mãos, voltar ao site do Simpósio, entrar na área de inscrito, localizar a(s) opção(ções) desejada(s) e adicioná-la(s) à inscrição original. O valor extra é acrescido ao boleto bancário. Para os proponentes de Simpósio Temático + Minicurso o valor cobrado é de R$ 100,00. Nesses casos, não haverá cobrança para inscrição na condição de apresentador de trabalho. No caso de proponente de Minicurso que queira inscrever trabalho em Simpósio Temático, há necessidade de pagar as duas taxas (R$ 100,00 + R$ 60,00).
  13. Para apresentar trabalho nos Simpósios Temáticos o proponente deverá ser no mínimo graduado.
  14. Cada inscrito poderá apresentar apenas 1 (um) trabalho em apenas 1 (um) simpósio temático. O inscrito deverá escolher 3 (três) Simpósios Temáticos, conforme a ordem hierárquica de sua preferência. Caso não seja aceito no primeiro, será realocado na opção seguinte. Avaliação, aceitação e eliminação de trabalhos dentro do simpósio temático são realizadas pelos coordenadores de cada simpósio. Caso o simpósio temático seja cancelado por não atingir o número mínimo de participantes (20), os inscritos neste simpósio serão realocados na 2ª ou 3ª opções. Caso o trabalho não seja aceito em nenhuma das rodadas de avaliação, o inscrito será automaticamente considerado como ouvinte, sem devolução do valor pago na inscrição. O número máximo de participantes em cada simpósio é de 34, selecionados a partir de critérios acadêmicos. Solicita-se consultar o cronograma do evento para os prazos de inscrição, envio do trabalho completo e aceitação.
  15. Prazos: 09/01/2017 a 06/03/2017: prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos: prazo para inscrição de apresentação de trabalhos nos Simpósios Temáticos.
  16. Mais detalhes em: http://www.snh2017.anpuh.org/site/capa

Atenciosamente
Coriolano P. da Rocha Junior (UFBA) / Euclides de Freitas Couto (UFSJ)
Coordenadores